sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Recordando a infância...

Lembro-me de nossa infância de forma clara e saudosa. Não importava a cidade: Salvador, Feira de Santana, Indiaroba, Umbaúba. Por onde passamos, deixamos o rastro de nossa melhor fase. Brincávamos sem nenhuma preocupação. Sempre formando uma boa equipe: as mais velhas contra os mais novos. Ríamos juntos, brigávamos por qualquer besteira e logo voltávamos a rir. Sem nem saber o motivo.
Crescemos andando em fileira. Na igreja, na rua, em qualquer lugar. Era sempre a mesma escadinha. Nai, Naty, Eu e Lay. E todos achavam a maior graça disso. Durante os cultos, a escadinha sentava a frente, ao lado de mãe. E, qualquer coisinha, era motivo de uma resenha. E é claro, a bronca vinha logo em seguida. Para todos. A equipe que aprontava unida era castigada da mesma forma. Apesar de que sempre existia aquele mais esperto, que conseguia se safar com alguma desculpa mirabolante (não é, Naty?). 
Hoje, ao recordar de nossa querida e divertida infância, um sentimento saudoso tomou conta de mim. Minhas queridas e antipáticas irmãs cresceram. Continuam lindas (e proporcionalmente implicantes). Todavia, cresceram. Não podem mais brincar de pega-pega, ludo, dominó, etc. Eu também cresci.
É, meninas, nós crescemos. E com isso, a escadinha foi modificada, e cada um, aos poucos, foi tomando o seu rumo. E embora, estejamos sempre juntos, não há mais aquele tempo livre para as risadas, bagunças e tudo mais.
Quatro irmãos, falantes, com pensamentos e ideologias distintas e temperamentos tão iguais. Igualmente humanos; loucos pela vida e família. Birrentos, chatos, implicantes. Todavia, completamente apaixonados uns pelos outros. 
É isso. A infância exterior passou. Mas, as lembranças continuam presentes. E quem sabe, qualquer dia desses, não voltamos a brincar de esconde-esconde na residência dos Santana’s. A nossa casa deve estar ansiosa por nos ver efusivos, para lá e para cá novamente. Esperando aquela bagunça, que os filhos de Srº José e D. Elza, sempre fizeram com maestria.

Às minhas meninas, Feliz Dia das Crianças!
Jonatan Santana