quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O CASAL, O TRIO E O PARAÍSO


Em meio a um turbilhão de encenações na cúpula nacional, fatos da atualidade tendem-se a se assemelhar a acontecimentos dos primórdios da humanidade. Seria essa semelhança uma mera coincidência? Vejamos:
Segundo a bíblia, o primeiro casal da humanidade, Adão e Eva, foi escolhido para tomar conta do paraíso, o incrível Jardim do Éden. E viviam na maior paz e tranquilidade. Tudo lhes foi permitido, exceto comer do fruto proibido. Fruto este produzido pela chamada árvore da vida, detentora do bem e do mal, plantada, exatamente, no meio do Jardim. E ordenou Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. É claro, o homem, possuidor de toda a curiosidade e desejo por novas descobertas, desobedientemente, foi lá e comeu. E, assim, deu-se início á tragédia humana.
Milhares de anos depois, na América do Sul, certos homens, dignos de respeito perante à sociedade, foram escolhidos para auxiliarem na administração de um país. Três figurões, homens imponentes, admirados, acima de toda e qualquer suspeita. Com o pé direito, cada um assumindo cargos de relevância, sendo ovacionados por um séquito de fanáticos, tais (homens) entraram pela porta da frente do Jardim do Éden brasileiro.  Nossa Brasília agora tinha novos donos. Enfim, depois de tanto pleitearem, chegaram lá. No topo! Um matemático, um advogado e outro político. Simplesmente político. De corpo, alma e coração.
Delúbio, Dirceu e Genoíno fizeram história. Tiveram o mundo em suas mãos. Foram do pó do deserto ao topo da pirâmide. Usufruíram muito mais do que a maioria dos trabalhadores do país.  Estamparam capas de revistas, jornais. Viraram manchete. Foram anos de luta para alcançar um sonho, e este foi desastrosamente transformado em pesadelo, que poderia muito bem ser escrito por Alfred Hitchcock.
Pouco a pouco, a face oculta foi sendo revelada. A ambição pelo poder, pelo querer mais, mostrou um rosto diferente. E, finalmente, os personagens mostraram seu lado real. Como toda peça tem um final, e este nem sempre é feliz, a turnê do trio não poderia fugir a regra. Acabou!
As cortinas se fecharam e a coxia, diferentemente da maioria das encenações, foi aberta ao público que, decepcionado, pode ver os grandes nomes da política (leia-se dramaturgia) nacional saírem do palco para a cadeia.
Grandes atores também cometem falhas, erram o texto, se perdem em meio à cena. E quando o roteiro não ajuda, certamente, piora ainda mais o andamento da apresentação. O Mensalão, com certeza, não foi um bom script a ser seguido. Adão e Eva caíram na lábia da serpente, já nossos políticos, deslizaram na farra do Mensalão. Coincidência ou não, ambos saíram, expulsos, e de mãos abanando, do “paraíso”.

Jonatan Santana

sábado, 3 de novembro de 2012

Dezembro, pode chegar!


Sempre que estamos prestes a completar mais um ano de vida, a gente meio que para no tempo, né?
Tudo que conquistamos ou poderíamos ter alcançado, os projetos não consolidados e desejos não realizados, são motivos de pensamentos, nostalgia. Reflexões.
Hoje, refletindo em tudo que já me aconteceu, desde 14 de dezembro de 1987, uma enorme felicidade invadiu meu ser.
Conclui que ao longo da vida, tomei decisões importantes, fui (e sou) feliz, ri muito com meus amigos, chorei na mesma medida. Tive meus momentos de tristeza, lágrimas me acompanharam em bons e maus momentos, mas dei a volta por cima e estou aqui. Firme, forte! Sendo aquilo que a vida, e o Autor dela, me preparou para ser. De forma sublime.
Enfim, saber que em pouco mais de trinta dias, terei ¼ de século, traz paz ao meu coração. E essa paz, vinda do Alto, ninguém, absolutamente ninguém, pode tirar.
2.5, meu querido, pode chegar. Estou te esperando!

Jonatan Santana