quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dona Alzira!


Estava ouvindo uma música antiga, bem antiga. Muitos, podem não entender o porquê de ela me emocionar tanto. Mas, vou explicar uma coisa: certas canções trazem em sua letra, toda memória de uma família. Ou, no meu caso, a memória viva de minha vó.
Que eu sou apaixonado por ela, isso todos já sabem, mas, o que muitos desconhecem é a importância que essa linda tem em minha caminhada pessoal, profissional e espiritual. Dona Alzira, é, desde sempre, o meu maior exemplo e ouvir canções das décadas de 40 e 50, me faz estar perto dela, mesmo com os quilômetros que nos separam.
Ah, saudade. A palavra do dia é saudade. Da minha velha, do meu amor. Minha maior paixão e motivação na Terra.
Vovó, nunca me esquecerei do discurso repetido, cada visita que te fazia: “Cresça e seja um homem de respeito!”
Eu cresci, e aos poucos estou cumprindo tudo que me passaste. Por você. Tudo por você!
Seu espaço em meu coração, só é menor que o de Deus. Te amo, infinitamente.

A propósito, a música que estava ouvindo é essa:


E eu concordo plenamente com a letra. Todos devem conhecer, quem é Jesus!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sobre as coisas boas da vida...


Hoje, quando vinha ao trabalho, algo em especial chamou minha atenção.
Estava no ônibus (no lindo transporte que me persegue todos os dias, rs) e tive o prazer de conhecer uma pessoinha super especial.
Logo a minha frente estava uma mulher, de aparentemente 30 anos, com sua filha ao lado. Garota linda, com um sorriso enorme, divertindo-se a cada carro ou pessoa que avistava pela janela. De repente, ela virou-se para trás e falou “Oi!”, eu, subitamente respondi. Com o mesmo entusiasmo que fui abordado. Levantei do meu lugar e fui para mais perto. Perguntei seu nome e para minha surpresa, um turbilhão de respostas seguiram pós minha fala: “Sou Lara, tenho 6 anos, tô indo pro balé!”. E deu-se início a um delicioso papo. Falou sobre as bonecas, amiguinhas, sobre a mãe e sobre o “bubuzus” (ônibus). A voz meio atrapalhada e característica física me fez perceber que ela era uma criança especial. A garota sofre de síndrome de Down, mas, é super desenvolvida e adora atividades físicas. E é linda! Extremamente linda e especial.
Ganhou meu carinho e admiração, de cara. E me fez perceber o quão divertida pode ser a vida, se passarmos a olhar pra ela com mais amor, alegria.
Meu ponto chegou, e antes de descer, recebi um lindo beijo e um abraço apertado que me derreteu. Foi o beijo e abraço de um menininha de 6 anos que me deixou sem palavras, sem chão e impressionado em como segundos de gentileza podem fazer um dia mais feliz. Ao sair, acenei para ela e mandei um beijo. Minha nova amiguinha retribuiu. Então, chorei.
Sabe, a vida nos ensina diariamente. São pequenos detalhes, que compõem o nosso dia, que, se pararmos para analisa-los, tiraremos dele, lições preciosas. Hoje, aprendi com a Lara, que não há limites nem obstáculos para ser feliz. Basta querer ser. E pronto.

Jonatan Santana 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ao meu amor



E hoje é o dia dela. A pessoa mais importante da minha vida. O amor, carinho e respeito em pessoa. Aquela que me emociona só por existir e que me faz querer ser alguém melhor a cada dia. Aquela que incentiva, instrui, corrige, ama. Vive por amor e pelo amor.

A saudade faz eu senti teu cheirinho, fazem meus ouvidos ouvirem tua benção todos os dias. Faz-me te ver, sentada em sua cadeira, com agulhas e novelos, cantando todas as músicas do hinário. Celebrando a vida. Sendo você. Sendo a minha vó. E, mais importante, faz em mim, ressoar cada ensinamento cristão que me passaste.
Seu nome, Alzira, significa graça e beleza e, sem dúvida alguma, traduz exatamente o que a senhora é. Uma graça. Um amor.
Lembro-me, das muitas vezes que falaste do amor de Deus, das bênçãos e cuidado Dele, das lições da vida, etc. E, confesso, não entendia muito o porquê de uma senhora, que pouco frequentou a escola, falar de algo com tanta precisão. Agora eu entendo. O amor a Deus, a vida e a pessoas não se aprende em escola. Se vive! E como eu aprendi (e tenho aprendido) com a senhora.
Dona Alzira, o que seria de minha vida sem a tua vida? Sem os seus ensinamentos, correções... Sem o seu amor?
Você é uma linda e sempre terá espaço em meu coração, memória. Em minha vida.
Te amo para todo o sempre.
Seu neto!


Jonatan Santana

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sobre as doações da vida


A vida resolveu me dar àquilo que eu preciso. Simples assim. Dessa forma. Então, vivo. Já fiquei triste sim, afinal, todo mundo pensa, uma vez na vida que, logo à frente, a felicidade desfilaria e assim, com uma piscadela de olhos, a conquistaria e seríamos “felizes para sempre”. Puro engano! 
As minhas maiores lições foram vindas de experiências simples. Aquelas em que apenas agarrei uma oportunidade que a vida me ofereceu. E hoje, penso que seja um desses momentos de agarrar “tais” oportunidades. 
Mas, como tudo na vida sempre sugere ruptura com algo. E, trazendo a memória que romper dói (Entretanto, lembrando mais ainda que, infelizmente, não há alternativa para crescer). O novo virá, semelhante a outras experiências, em um ciclo renascido, o qual celebro a vida e as suas inevitáveis surpresas. 
Sendo assim, vivo pela a vida. Vivo o amor à vida.


Jonatan Santana

sábado, 8 de setembro de 2012

Sobre gostos



Eu não gosto de abóbora. Não adianta. A cor, sabor e aparência desse legume, não trazem nenhum interesse. Nada me agrada. E nem me venha com essas variações. Meu corpo rejeita qualquer tipo. Nem o tal “Camarão na Moranga”, conhecido e disputado prato, me enchem os olhos. Porém, há aqueles que fazem de tudo para tê-la em sua mesa. E acredite, eu tenho uma verdadeira admiração por esses “corajosos”. Minha irmã, por exemplo, a considera um manjar. Fazer o que, né? Gosto é gosto!


Então, eu fico refletindo: tudo na vida se resume em gostos, interesses e desejos. E não é porque você não gosta de tal música, roupa, religião, estilo de vida etc. que, vai criticar e/ou discriminar aquele que não pensa igual a ti. Sendo assim, pra que perder tempo alfinetando aquela pessoa que não “segue os padrões da sociedade” ou não faz o que é certo (leia-se, o que você diz que não é certo)?

Vamos viver, amar. Ser feliz! A vida é tão passageira. Seja intenso, vivo, humano. Afinal, as diferenças existem para serem convividas e não bombardeadas.
E já pensou se eu fosse deixar de ser amigo de alguém, só porque tal pessoa gosta de abóbora?

 "A vida é muito curta para ser medíocre. Para mim não existe outra forma de viver sem ser intensamente." (Iana Coimbra).


Jonatan Santana

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rótulos + Generalização = REVOLTA!


Rótulos e generalização! Essas duas coisas me deixam realmente revoltado.
As pessoas tem o poder, demoníaco, de rotular todas as outras que fazem parte de algum grupo social, pelo simples fato de ali ter um insano.
É incrível como algumas coisas despertam o pior dos sentimentos em mim. Pastores, padres, mulçumanos, candomblecistas, etc. são vítimas, diariamente, do poder generalizado dos seres não pensantes.
Pare e analise uma coisa: O ser humano comete crimes, porque não tem um bom caráter. Pelo simples fato de não “ser humano” e não, por pertencer a uma determinada religião. Não, a sua crença não o faz!
Será que nas igrejas evangélicas e católicas, mesquitas, centros de umbanda e candomblé, etc. não têm pessoas do bem? Com boa índole? Que servem de exemplo a todos os outros? Sim, claro que tem!
Vez ou outra surge no noticiário algumas cenas revoltantes, como: abuso de menor por algum pastor ou padre, matança de dezenas por um fanático mulçumano, sacrifício de pessoas em rituais, etc. e então, o falatório é quase uníssono: Só podia ser pastor/padre, mulçumano, “macumbeiro”, etc.
Quanta ignorância!
Parem de associar o “crime” à profissão e/ou religião. O desvio de caráter está na mente e não em sua crença.
Tenho familiares que são líderes evangélicos, um amigo de faculdade que é padre, conhecidos que são adeptos do candomblé (e outras religiões afrodescendentes). Só não conheço nenhum mulçumano. E todos, eu disse TODOS! São exemplos de conduta moral e social. Exemplos de vida para mim e tantos outros que os cercam.
Está na hora de parar de generalizar, não é?
Afinal, o pecado não está na religião e sim no que o cérebro do homem o induz a fazer.

Jonatan Santana