terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre a futura profissão


É bobo aquele que acredita no glamour de toda e qualquer profissão. Prefiro crer na capacidade de perceber o simples que a vida tende a me oferecer a cada dia. E usufruir dos pequenos momentos de glória que este dia oferece. A verdadeira graça é poder entrar em contato com o mundo por todos os seus sentidos. E apreciá-lo. Simplesmente apreciá-lo!
Fazer um bom texto, uma matéria legal, é traduzir aquilo que foi percebido durante alguns instantes e interpretar um momento, enquadrando-o com algo do inconsciente e, assim, transmitir aquilo que é necessário. Com aquela pitada de emoção particular e pertinente a cada um. Nesse meio tempo, todas as nossas experiências de vida serão fatores decisivos para o resultado. Nem melhor nem pior, apenas um resultado que emociona pela simplicidade.
E, novamente, a certeza do incerto e do impermanente atuam como sempre agiram sobre tudo e todos. A incerteza ideológica do texto é o verdadeiro combustível para a prática diária. Para a busca, incessante, do perfeito. As novas experiências que se chocam com os velhos hábitos propulsionam a inovação e os novos pontos de vista. Viver e experimentar são as fontes para novos caminhos. Para essa vida que nós (os futuros loucos da profissão) optamos em ter.

Jonatan Santana

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O CASAL, O TRIO E O PARAÍSO


Em meio a um turbilhão de encenações na cúpula nacional, fatos da atualidade tendem-se a se assemelhar a acontecimentos dos primórdios da humanidade. Seria essa semelhança uma mera coincidência? Vejamos:
Segundo a bíblia, o primeiro casal da humanidade, Adão e Eva, foi escolhido para tomar conta do paraíso, o incrível Jardim do Éden. E viviam na maior paz e tranquilidade. Tudo lhes foi permitido, exceto comer do fruto proibido. Fruto este produzido pela chamada árvore da vida, detentora do bem e do mal, plantada, exatamente, no meio do Jardim. E ordenou Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. É claro, o homem, possuidor de toda a curiosidade e desejo por novas descobertas, desobedientemente, foi lá e comeu. E, assim, deu-se início á tragédia humana.
Milhares de anos depois, na América do Sul, certos homens, dignos de respeito perante à sociedade, foram escolhidos para auxiliarem na administração de um país. Três figurões, homens imponentes, admirados, acima de toda e qualquer suspeita. Com o pé direito, cada um assumindo cargos de relevância, sendo ovacionados por um séquito de fanáticos, tais (homens) entraram pela porta da frente do Jardim do Éden brasileiro.  Nossa Brasília agora tinha novos donos. Enfim, depois de tanto pleitearem, chegaram lá. No topo! Um matemático, um advogado e outro político. Simplesmente político. De corpo, alma e coração.
Delúbio, Dirceu e Genoíno fizeram história. Tiveram o mundo em suas mãos. Foram do pó do deserto ao topo da pirâmide. Usufruíram muito mais do que a maioria dos trabalhadores do país.  Estamparam capas de revistas, jornais. Viraram manchete. Foram anos de luta para alcançar um sonho, e este foi desastrosamente transformado em pesadelo, que poderia muito bem ser escrito por Alfred Hitchcock.
Pouco a pouco, a face oculta foi sendo revelada. A ambição pelo poder, pelo querer mais, mostrou um rosto diferente. E, finalmente, os personagens mostraram seu lado real. Como toda peça tem um final, e este nem sempre é feliz, a turnê do trio não poderia fugir a regra. Acabou!
As cortinas se fecharam e a coxia, diferentemente da maioria das encenações, foi aberta ao público que, decepcionado, pode ver os grandes nomes da política (leia-se dramaturgia) nacional saírem do palco para a cadeia.
Grandes atores também cometem falhas, erram o texto, se perdem em meio à cena. E quando o roteiro não ajuda, certamente, piora ainda mais o andamento da apresentação. O Mensalão, com certeza, não foi um bom script a ser seguido. Adão e Eva caíram na lábia da serpente, já nossos políticos, deslizaram na farra do Mensalão. Coincidência ou não, ambos saíram, expulsos, e de mãos abanando, do “paraíso”.

Jonatan Santana

sábado, 3 de novembro de 2012

Dezembro, pode chegar!


Sempre que estamos prestes a completar mais um ano de vida, a gente meio que para no tempo, né?
Tudo que conquistamos ou poderíamos ter alcançado, os projetos não consolidados e desejos não realizados, são motivos de pensamentos, nostalgia. Reflexões.
Hoje, refletindo em tudo que já me aconteceu, desde 14 de dezembro de 1987, uma enorme felicidade invadiu meu ser.
Conclui que ao longo da vida, tomei decisões importantes, fui (e sou) feliz, ri muito com meus amigos, chorei na mesma medida. Tive meus momentos de tristeza, lágrimas me acompanharam em bons e maus momentos, mas dei a volta por cima e estou aqui. Firme, forte! Sendo aquilo que a vida, e o Autor dela, me preparou para ser. De forma sublime.
Enfim, saber que em pouco mais de trinta dias, terei ¼ de século, traz paz ao meu coração. E essa paz, vinda do Alto, ninguém, absolutamente ninguém, pode tirar.
2.5, meu querido, pode chegar. Estou te esperando!

Jonatan Santana

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Recordando a infância...

Lembro-me de nossa infância de forma clara e saudosa. Não importava a cidade: Salvador, Feira de Santana, Indiaroba, Umbaúba. Por onde passamos, deixamos o rastro de nossa melhor fase. Brincávamos sem nenhuma preocupação. Sempre formando uma boa equipe: as mais velhas contra os mais novos. Ríamos juntos, brigávamos por qualquer besteira e logo voltávamos a rir. Sem nem saber o motivo.
Crescemos andando em fileira. Na igreja, na rua, em qualquer lugar. Era sempre a mesma escadinha. Nai, Naty, Eu e Lay. E todos achavam a maior graça disso. Durante os cultos, a escadinha sentava a frente, ao lado de mãe. E, qualquer coisinha, era motivo de uma resenha. E é claro, a bronca vinha logo em seguida. Para todos. A equipe que aprontava unida era castigada da mesma forma. Apesar de que sempre existia aquele mais esperto, que conseguia se safar com alguma desculpa mirabolante (não é, Naty?). 
Hoje, ao recordar de nossa querida e divertida infância, um sentimento saudoso tomou conta de mim. Minhas queridas e antipáticas irmãs cresceram. Continuam lindas (e proporcionalmente implicantes). Todavia, cresceram. Não podem mais brincar de pega-pega, ludo, dominó, etc. Eu também cresci.
É, meninas, nós crescemos. E com isso, a escadinha foi modificada, e cada um, aos poucos, foi tomando o seu rumo. E embora, estejamos sempre juntos, não há mais aquele tempo livre para as risadas, bagunças e tudo mais.
Quatro irmãos, falantes, com pensamentos e ideologias distintas e temperamentos tão iguais. Igualmente humanos; loucos pela vida e família. Birrentos, chatos, implicantes. Todavia, completamente apaixonados uns pelos outros. 
É isso. A infância exterior passou. Mas, as lembranças continuam presentes. E quem sabe, qualquer dia desses, não voltamos a brincar de esconde-esconde na residência dos Santana’s. A nossa casa deve estar ansiosa por nos ver efusivos, para lá e para cá novamente. Esperando aquela bagunça, que os filhos de Srº José e D. Elza, sempre fizeram com maestria.

Às minhas meninas, Feliz Dia das Crianças!
Jonatan Santana

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dona Alzira!


Estava ouvindo uma música antiga, bem antiga. Muitos, podem não entender o porquê de ela me emocionar tanto. Mas, vou explicar uma coisa: certas canções trazem em sua letra, toda memória de uma família. Ou, no meu caso, a memória viva de minha vó.
Que eu sou apaixonado por ela, isso todos já sabem, mas, o que muitos desconhecem é a importância que essa linda tem em minha caminhada pessoal, profissional e espiritual. Dona Alzira, é, desde sempre, o meu maior exemplo e ouvir canções das décadas de 40 e 50, me faz estar perto dela, mesmo com os quilômetros que nos separam.
Ah, saudade. A palavra do dia é saudade. Da minha velha, do meu amor. Minha maior paixão e motivação na Terra.
Vovó, nunca me esquecerei do discurso repetido, cada visita que te fazia: “Cresça e seja um homem de respeito!”
Eu cresci, e aos poucos estou cumprindo tudo que me passaste. Por você. Tudo por você!
Seu espaço em meu coração, só é menor que o de Deus. Te amo, infinitamente.

A propósito, a música que estava ouvindo é essa:


E eu concordo plenamente com a letra. Todos devem conhecer, quem é Jesus!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sobre as coisas boas da vida...


Hoje, quando vinha ao trabalho, algo em especial chamou minha atenção.
Estava no ônibus (no lindo transporte que me persegue todos os dias, rs) e tive o prazer de conhecer uma pessoinha super especial.
Logo a minha frente estava uma mulher, de aparentemente 30 anos, com sua filha ao lado. Garota linda, com um sorriso enorme, divertindo-se a cada carro ou pessoa que avistava pela janela. De repente, ela virou-se para trás e falou “Oi!”, eu, subitamente respondi. Com o mesmo entusiasmo que fui abordado. Levantei do meu lugar e fui para mais perto. Perguntei seu nome e para minha surpresa, um turbilhão de respostas seguiram pós minha fala: “Sou Lara, tenho 6 anos, tô indo pro balé!”. E deu-se início a um delicioso papo. Falou sobre as bonecas, amiguinhas, sobre a mãe e sobre o “bubuzus” (ônibus). A voz meio atrapalhada e característica física me fez perceber que ela era uma criança especial. A garota sofre de síndrome de Down, mas, é super desenvolvida e adora atividades físicas. E é linda! Extremamente linda e especial.
Ganhou meu carinho e admiração, de cara. E me fez perceber o quão divertida pode ser a vida, se passarmos a olhar pra ela com mais amor, alegria.
Meu ponto chegou, e antes de descer, recebi um lindo beijo e um abraço apertado que me derreteu. Foi o beijo e abraço de um menininha de 6 anos que me deixou sem palavras, sem chão e impressionado em como segundos de gentileza podem fazer um dia mais feliz. Ao sair, acenei para ela e mandei um beijo. Minha nova amiguinha retribuiu. Então, chorei.
Sabe, a vida nos ensina diariamente. São pequenos detalhes, que compõem o nosso dia, que, se pararmos para analisa-los, tiraremos dele, lições preciosas. Hoje, aprendi com a Lara, que não há limites nem obstáculos para ser feliz. Basta querer ser. E pronto.

Jonatan Santana 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ao meu amor



E hoje é o dia dela. A pessoa mais importante da minha vida. O amor, carinho e respeito em pessoa. Aquela que me emociona só por existir e que me faz querer ser alguém melhor a cada dia. Aquela que incentiva, instrui, corrige, ama. Vive por amor e pelo amor.

A saudade faz eu senti teu cheirinho, fazem meus ouvidos ouvirem tua benção todos os dias. Faz-me te ver, sentada em sua cadeira, com agulhas e novelos, cantando todas as músicas do hinário. Celebrando a vida. Sendo você. Sendo a minha vó. E, mais importante, faz em mim, ressoar cada ensinamento cristão que me passaste.
Seu nome, Alzira, significa graça e beleza e, sem dúvida alguma, traduz exatamente o que a senhora é. Uma graça. Um amor.
Lembro-me, das muitas vezes que falaste do amor de Deus, das bênçãos e cuidado Dele, das lições da vida, etc. E, confesso, não entendia muito o porquê de uma senhora, que pouco frequentou a escola, falar de algo com tanta precisão. Agora eu entendo. O amor a Deus, a vida e a pessoas não se aprende em escola. Se vive! E como eu aprendi (e tenho aprendido) com a senhora.
Dona Alzira, o que seria de minha vida sem a tua vida? Sem os seus ensinamentos, correções... Sem o seu amor?
Você é uma linda e sempre terá espaço em meu coração, memória. Em minha vida.
Te amo para todo o sempre.
Seu neto!


Jonatan Santana

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sobre as doações da vida


A vida resolveu me dar àquilo que eu preciso. Simples assim. Dessa forma. Então, vivo. Já fiquei triste sim, afinal, todo mundo pensa, uma vez na vida que, logo à frente, a felicidade desfilaria e assim, com uma piscadela de olhos, a conquistaria e seríamos “felizes para sempre”. Puro engano! 
As minhas maiores lições foram vindas de experiências simples. Aquelas em que apenas agarrei uma oportunidade que a vida me ofereceu. E hoje, penso que seja um desses momentos de agarrar “tais” oportunidades. 
Mas, como tudo na vida sempre sugere ruptura com algo. E, trazendo a memória que romper dói (Entretanto, lembrando mais ainda que, infelizmente, não há alternativa para crescer). O novo virá, semelhante a outras experiências, em um ciclo renascido, o qual celebro a vida e as suas inevitáveis surpresas. 
Sendo assim, vivo pela a vida. Vivo o amor à vida.


Jonatan Santana

sábado, 8 de setembro de 2012

Sobre gostos



Eu não gosto de abóbora. Não adianta. A cor, sabor e aparência desse legume, não trazem nenhum interesse. Nada me agrada. E nem me venha com essas variações. Meu corpo rejeita qualquer tipo. Nem o tal “Camarão na Moranga”, conhecido e disputado prato, me enchem os olhos. Porém, há aqueles que fazem de tudo para tê-la em sua mesa. E acredite, eu tenho uma verdadeira admiração por esses “corajosos”. Minha irmã, por exemplo, a considera um manjar. Fazer o que, né? Gosto é gosto!


Então, eu fico refletindo: tudo na vida se resume em gostos, interesses e desejos. E não é porque você não gosta de tal música, roupa, religião, estilo de vida etc. que, vai criticar e/ou discriminar aquele que não pensa igual a ti. Sendo assim, pra que perder tempo alfinetando aquela pessoa que não “segue os padrões da sociedade” ou não faz o que é certo (leia-se, o que você diz que não é certo)?

Vamos viver, amar. Ser feliz! A vida é tão passageira. Seja intenso, vivo, humano. Afinal, as diferenças existem para serem convividas e não bombardeadas.
E já pensou se eu fosse deixar de ser amigo de alguém, só porque tal pessoa gosta de abóbora?

 "A vida é muito curta para ser medíocre. Para mim não existe outra forma de viver sem ser intensamente." (Iana Coimbra).


Jonatan Santana

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rótulos + Generalização = REVOLTA!


Rótulos e generalização! Essas duas coisas me deixam realmente revoltado.
As pessoas tem o poder, demoníaco, de rotular todas as outras que fazem parte de algum grupo social, pelo simples fato de ali ter um insano.
É incrível como algumas coisas despertam o pior dos sentimentos em mim. Pastores, padres, mulçumanos, candomblecistas, etc. são vítimas, diariamente, do poder generalizado dos seres não pensantes.
Pare e analise uma coisa: O ser humano comete crimes, porque não tem um bom caráter. Pelo simples fato de não “ser humano” e não, por pertencer a uma determinada religião. Não, a sua crença não o faz!
Será que nas igrejas evangélicas e católicas, mesquitas, centros de umbanda e candomblé, etc. não têm pessoas do bem? Com boa índole? Que servem de exemplo a todos os outros? Sim, claro que tem!
Vez ou outra surge no noticiário algumas cenas revoltantes, como: abuso de menor por algum pastor ou padre, matança de dezenas por um fanático mulçumano, sacrifício de pessoas em rituais, etc. e então, o falatório é quase uníssono: Só podia ser pastor/padre, mulçumano, “macumbeiro”, etc.
Quanta ignorância!
Parem de associar o “crime” à profissão e/ou religião. O desvio de caráter está na mente e não em sua crença.
Tenho familiares que são líderes evangélicos, um amigo de faculdade que é padre, conhecidos que são adeptos do candomblé (e outras religiões afrodescendentes). Só não conheço nenhum mulçumano. E todos, eu disse TODOS! São exemplos de conduta moral e social. Exemplos de vida para mim e tantos outros que os cercam.
Está na hora de parar de generalizar, não é?
Afinal, o pecado não está na religião e sim no que o cérebro do homem o induz a fazer.

Jonatan Santana

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Separações, reconciliações e outras safadezas


Todo mundo conhece um casal que vive terminando o relacionamento pelo menos uma vez por semana, e na outra semana, reatam. Eu mesmo conheço alguns exemplares assim e, confesso que, muitas vezes, me chateio, sobretudo por eu ser amigo de ambos.
Casais que vivem acabando o namoro e reatando logo depois, acredite, não é bem visto pela sociedade, por mais que, todos nós pensemos: “Ah, ninguém tem nada a ver com a minha vida!” De fato, a vida é sua e você faz dela o que quiser, mas, lembre-se, você tem amigos, familiares, colegas, companheiros da vida, e, pode ter certeza que todos eles já estão saturados de ouvir você falar: “Ah, ele (a) aprontou de novo, terminei, e dessa vez eu não volto mais mesmo!” Então, passam-se no máximo três dias e já estão lá, agarrados novamente.
Eu penso o seguinte (antes dos xingamentos, por favor, isso é algo particular): pode acontecer sim, de o namoro terminar, mas, no máximo três ou quatro vezes, se passar disso vira palhaçada, desrespeito. Pois você termina sabendo que no outro dia vai reatar, nem sua família se preocupa mais quando você chega chateada/o dizendo que está solteiro (a). Vá por mim, na grande maioria das vezes, ele olham e falam (ou pensam): “Beleza! Mais uma vez, já estamos cansados disso”.
E não pense que eu sou o carrasco dos relacionamentos oscilantes. É complicado, envolve sentimentos, tempo, confiança. Eu sei disso. Mas, analise bem, tem certas coisas que devem ser impostas ainda no começo da relação, até por que, venhamos e convenhamos, na grande parte das rupturas dos relacionamentos o motivo é o mesmo e o retorno também. Estão habituados uns com os outros e não sabem viver separados. Sendo assim, é hora de parar para pensar nas pessoas que estão ao redor de vocês e ter um pouquinho de consideração, noção e “semancol”. Quer terminar, de verdade, então termine. Se vai apenas fazer charme ou pirraça para depois voltar, é melhor deixar como está ou não me contar, porque só de escrever isso aqui já fiquei estressado.


Jonatan Santana

sábado, 25 de agosto de 2012

O que passou, passou


Às vezes, é preciso uma decepção para aprendermos que a vida não é feita apenas de alegria, e sim de tentativas. 
Decepções! Olha, minha vida esta cheia delas. Mas sabe que eu tenho a triste mania de não me prender a elas?
Ao longo da vida, percebi que as pessoas falam demais, lançam besteiras boca a fora e acabam se arrependendo de “vomitar” o que não era lixo. Brigam, ignoram, sentem saudade, choram, dizem que é de raiva e, por fim, admitem que se adoram. O ser humano é isso. Cada pessoa tem a capacidade de acalentar e ferir com a mesma eficiência. Isso é ser “humano”. 
Portanto, pra que viver se lamuriando por uma palavra que te feriu? Que te trouxe desconforto? 
O que passou, passou! Teve um fim. Comece a aprender. Tire uma lição disso. Acredite: tudo que passamos na vida serviu para melhorarmos em algo.
Viva mais. Seja mais você! Seja um pouco egoísta. Sim, o egoísmo às vezes faz bem. Se olhe no espelho e diga a si mesmo: Eu não preciso disso! Aprenda a autodoação, se entregue. A vida é curta demais para viver se limitando aos problemas, questionamento. Às dúvidas. Então, acredite em si. Confie! Você é capaz de transpor barreiras, derrubar grilhões e de, finalmente, viver.


Jonatan Santana

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Renascendo...


Pude experimentar uma alegria constante, inventando aos poucos, um novo e incógnito sentimento, acordando com força a ponto de me trazer o riso. Dor de alongados dias de agonia soberana. Dor de dias que foram dissipados em delicados confrontos. Dor esquisita e diferente. Dor total .
Então, tornei-me incapaz de realizar algumas tarefas. Pois, a tal dor,  decidia qual escolha a fazer ou caminho a seguir. Os desvios, propriamente prevalecem no temor, fazem parte do medo, pertencem a realidade. Não podia ver além das linhas do horizonte... Sendo a linha divisória da existência, a via como a limitação de minhas certezas. Limite de meu conhecimento. Passei observar em distração a chuva, suas linhas, seu peso.
Sua abundancia se alastra como o temor natural, além da própria concepção de uma simples e pura vivência. Lágrimas que reconstroem, gotas que sobejam! 
Ate que, entendi o coração, quando soube ouvir sua voz. Agonizante era a peregrinação de meu viver. Sua vontade se fez verdade em mim como versão de vida. E, continua presente nas afinidades genéricas ou simples na supremacia da atualidade.  
Apliquei-me em buscas, na verdade. Na vida. Abri-me ao amor. Me entreguei a espera da esperança. Esperança convertida nos conhecimentos e definições, das reais confusões, tão habituais em acordo mútuo com o ingênuo e altivo amor integrado a dor. Representações espontâneas e sucessivas, que parecem ser objetivos próximos no tempo real, atribuídos aos recursos e suas alternativas. 
E assim, espontaneamente, morreu a dor. Renasceram outras definições, hoje conhecidas em mim, por mim, unindo diretamente um a um em minha caminhada. Foi uma estranha união que estabeleceu a sintonia entre vida, amanhã e amor. Mas que foi o suficiente para abolir toda e qualquer definição de dor!

Jonatan Santana

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sobre o sofrimento


Não é verdade que o sofrimento é algo ruim. Não mesmo! Digo e repito, o sofrimento é a maior das faculdades. Nos eleva, dignifica! Então, oras, por que tentamos, a todo custo, fugir dele? Buscá-lo, sim, é masoquismo, mas, quando ele vem até nós, pra quê se desesperar?

Entenda, enquanto não abrimos a porta, ele continuará insistindo em bater e não adianta disfarçar. Ele estará lá. Dia após dia. Sem descanso! Vivemos enjaulados num mundo em que só nós existimos. E o sofrimento, coitado, ficou triste por não ter a quem ensinar. Acredite, ele é necessário e tem muita coisa a te ensinar. Deixe-o entrar, e assim, quem sabe, ele não encontre moradia e saia satisfeito.

A dor nos torna melhores. Sim, é verdade, ela nos faz crescer! Traz maturidade e nos faz observar a vida e as pessoas de maneira diferente, de um modo inovador. Mas, como isso é possível? Quando não nos permitimos ficar presos a ela, mas empregamos esta ocasião como um meio e uma chance para tirarmos algo de bom.

O importante nesta vida é não se estremecer com as circunstancias, não fraquejar, nem se entregar às provações, sofrimentos e dores dos momentos presentes da vida; mas confiar! Em Deus, em si mesmo, na vida. Ela sempre tem uma boa surpresa nos aguardando. E, quem sabe, a sua não esteja na próxima curva...


Jonatan Santana

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dias frios...


Através da umidade que corre do lado de fora da janela, observo um vagaroso e rigoroso frio que insiste em não ir embora.

Dias frios são assim, assustadores. E, por causa deles, não vejo mais o mesmo brilho de antigamente em teus olhos. Não mais sinto o calor do teu ar que, muitas vezes, insistiu em me aquecer. E onde, agora, fazendo-me experimentar da tua ausência, faz-me experimentar a mais estranha das sensações; aquela que faz doer até a alma. Onde meus pensamentos inquietos procuram, desesperamente, a razão da minha existência na sua vida. Se é que ele ainda existe.

Dias frios me incitam a ficar em silêncio, mesmo sabendo que deveria falar-te tanto. Ou, ao menos, o bastante. E por causa desse “não falar”, acostumo-me a sentir gotas escorrerem rosto abaixo. No mesmo rosto, que um dia, desejou, de forma entorpecente, sentir o suave toque de um carinho teu.

Dias tristes, digo frios, são assim. São dias de espera. Simplesmente espera. Uma espera que agora, defronte a janela, me fazem aguardar, silenciosamente, o frio (e as lembranças), passar...



Jonatan Santana

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Aprendendo a conviver...


Para aqueles que persistem com a ideia de que, terminado uma vez, sempre terminado: de um modo geral, na vida, há uma política que diz que "sem atritos, pode-se conviver bem mesmo depois de um conflituoso fim de um relacionamento".
Quem sabe, seja pelo fato de você e a outra pessoa saber encarar, bem, o fim de uma relação.

Não, não é fácil. Términos são tristes, doloridos, trazem, muitas vezes, mágoas. Isso é fato! Só que se a gente se der conta de um fator simples, capaz de reverter toda a situação sinistra, tudo muda de figura - pra melhor: não se esqueça, há males que vem para o bem! Pode ser que, por um fim na relação com aquela determinada pessoa que um dia você pensou que fosse sua alma gêmea tenha sido o melhor a se fazer. Ou então o amor acabou, simplesmente, acabou. E não há justificativas para não ser amigo de sua alma gêmea, já que a afinidade entre vocês dificilmente será abalada. Não é mesmo?

Portanto, posso afirmar, com toda certeza que, é sim possível olhar para alguém importante do seu passado e sorrir. Um riso de contemplação e satisfação por ter essa pessoa em sua vida. Tenho passado por experiências boas o suficiente pra dizer como é bom manter amizade depois do namoro. O nome disso é maturidade e aposto que você também vai se sentir melhor depois que perceber que vale a pena investir, amigavelmente, em seu ex-prometido (a).

Todo mundo merece, e deve! viver em harmonia com os demais componentes da sociedade, que por uma grande sacada do destino, também incluem ex-cunhadas, ex-maridos, ex-esposas, ex-namoradas e até, ex-amigos, olha só que coisa!

Jonatan Santana


ps. Na foto eu e minha ex e GRANDE AMIGA Isabelle ;**

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As vezes...


Às vezes estamos felizes, outras vezes tristes. Porém, existe uma certeza em cada um de nós: o mundo dá voltas! 
Algumas vezes perdemos todo o dinheiro que temos e, em outro momento, ganhamos um triplo daquilo que se foi. É isso! O mundo sempre dá voltas.
Às vezes temos sonhos despedaçados, mas isso não muda nada, vai por mim, ainda que isso tudo aconteça, mesmo assim, surgirão verões, invernos, outonos e primaveras.
É, às vezes um amigo começa a nos tratar mal, nos ignorar. Mas cara, o mundo não para de girar! Tem certas épocas que o coração se divide com um novo som. Algo ensurdecedor. Na vida, sempre alguém perde para um outro alguém ganhar. Um dia acertamos, no outro acertam nossas canelas. 
Mas o planeta gira, o universo se modifica e o mundo dá voltas. Mas o mundo dá voltas. Ah, o mundo dá voltas...


Jonatan Santana



quinta-feira, 12 de julho de 2012

...

Quando a chuva cai, minha mente se alarga e meus pensamentos e palavras tornam-se discípulos de minhas lembranças. Lembranças essas que muitas vezes não existiram, aspirações que em sua maioria não aconteceram e sem que eu notasse, sumiram e nunca mais retornaram.

Perante meus olhos as lágrimas da chuva desabam e com sua luz em meio ao céu sombrio, analiso e em meio a cada lágrima vejo (novamente) meus devaneios, ilusões... E quando a gota cai no chão, vejo eles sendo aniquilados assim como, um dia, meus sonhos foram.  A única coisa que me regozija em meio à lamentação das nuvens é a última lágrima. E por quê? Por que eu jamais a vejo.

Em meio a milhares de pingos d'água que caem, a última deveria ser a de mais esplendor. Solitária ela cai, tendo por alguns instantes o céu só para ela, mas ninguém a nota, e na maioria das vezes, nem se importa com ela. Talvez eu seja a última gota, a derradeira lágrima da chuva. Ela esta ali, ninguém a vê, ninguém pensa nela, mas, sabem que ela existe. Simplesmente existe.

Por fim, quando a última gota cai, o céu se acende novamente e a luz do sol invade o espaço, e então, a chuva é esquecida. Ninguém repara, mas até a última gota ter tocado o solo, e o Sol surgido, a chuva ainda se faz presente. Contemple os campos e matas e veja nelas a luz das gotas. Eu sei! Ninguém fará isso. O Sol apareceu e clareou o mundo novamente. A chuva se foi e, mais uma vez, foi esquecida. A última gota eu nunca vi, portanto, mesmo vendo meus sonhos se submergirem em meio às demais gotas eu nunca desisto deles, por que um desses sonhos pode estar na última gota, que eu nunca vi, por isso não sei se ele acabou ou está para começar, afinal o brilho que fica nunca é o do Sol e sim o da última gota. Da última lágrima.



Jonatan Santana

terça-feira, 10 de julho de 2012

Minha melhor prima se casou!


Eu tenho colegas, amigos, alguns melhores amigos, uns grandes primos, porém, uma é lindamente especial. Ela consegue ser tudo isso em uma só.

Não me lembro ao certo quando a vi pela primeira vez. Quando cheguei ao mundo, ela já alegrava a muitos. Com seu jeito peculiar, lindo, encantador. Especial.

Família é assim. É cumplicidade, amor, amizade. Companheirismo! E por isso, desde sempre e, para sempre, sou fã de Elaine Alves. Sem maiores razões. Simplesmente amo! E tenho certeza que há recíproca em cada ponto que escrevo. Minha amiga, meu sangue, minha incentivadora.

A nossa amizade sobreviveu à infância, à adolescência e chegou à vida adulta. Como? Não faço a menor ideia. Só sei que não lembro de mim sem minha gata, porque na minha memória ela sempre esteve, está e estará lá.

Não sei a receita para uma amizade durar, mas sei bem porque tenho a Elaine e ela tem a mim (e juntos temos um grande elo. Um laço!). Porque nos amamos. Porque não somos egoístas. Porque sabemos ouvir. Porque podemos falar. Porque amamos passar tempo juntos (mesmo que apenas 5 minutos, como das últimas vezes). Porque confiamos. Porque nos respeitamos. Porque nos apoiamos. Porque queremos apenas o nosso bem. Porque nunca brigamos. Porque temos segredos. Porque, simplesmente, nos amamos!
E foi como quem carrega um enorme tesouro que eu e minha família, saímos rumo à Salvador, para fazer parte dessa alegria. Para vermos a princesa selar matrimônio com um cara incrível.
Estar ao lado da minha amiga durante essa data tão especial foi surreal. Mal pude acreditar ao vê-la ali, no carro, tão linda e, igualmente nervosa com os atrasos. Ao contemplá-la, não deu outra, chorei, internamente, me emocionei. E vi que, mesmo sob aquele turbilhão de nervos, ela, da mesma forma, se emocionou. Saiu, ajeitou o vestido e subiu. Caminhando para a realização de seu grande sonho. Aliás, do nosso sonho. Não me lembro quando a vi pela primeira vez (como já havia dito, ela simplesmente sempre existiu), mas, tenho certeza que jamais me esquecerei do que testemunhei nessa última segunda-feira. Uma noiva linda. Tão Elaine. Tão prima. Tão amiga!
Ah, como foi especial!
Uma coisa eu garanto a todos vocês: ver minha melhor prima se casando foi uma felicidade inimaginável. Por quê? Porque ela é um pedacinho meu e, fazer parte de tudo isso é algo totalmente indescritível. E deve ser exatamente por isso que não consegui falar praticamente nada quando a vi. Porque diante de tanta alegria eu, inacreditavelmente, emudeci. Emudeci e chorei. Lágrimas deliciosas de alegria.
Seja feliz.
Eu, indubitavelmente, amo você!

Jonatan Santana

sábado, 7 de julho de 2012

...


E foi-se o dia, mais um, sem constatação, sem chuva. Sem vida! Outro dia em que minha mente se enche de melancolia e minha ira torna-se apenas lapso do ego. Já não tenho preceito sobre os fardos que carrego nas costas, sem amparo de nenhum fulano. Faço com que as desavenças sejam a menor dor de cabeça e preocupo-me mais comigo. Sim, aos poucos, aprendi a ser egoísta. Não é uma fuga tosca, é uma oportunidade que me dou sem ter que viver em prol das dores que me apresentam. Por que a fadiga me alcançou novamente, mas hoje, nem me importo tanto com ela. É quase que parte de mim. Existe tanto desapego humano que me rodeia com más intenções, só que estou tão apegado ao meu riso interior que mal percebo quando “ingenuamente” um ser infame se aproxima na medíocre tentativa de me ferir. – será que não entendem que também sou capaz de dá o troco? De fazer chorar? De magoar, de machucar? Ah, meus temerosos problemas habituais, tentando sucumbir meu singelo (e talvez, arrogante) sorriso, será que ainda não notaram que eu transpareço força? Sabe, em todas as minhas manhãs, tardes e noites, aprendi a não ter medo de nenhum abismo, por que sozinho fui ensinado a mergulhar no pior precipício do mundo! Na pior escuridão já vista, a tal solidão.
Aprendi que confiar nas pessoas é bom, mas, muito melhor é bater um papo apenas consigo mesmo sobre os próprios segredos. Aprendi que se você ama alguém, este alguém te prova da maneira mais desonesta o motivo dele ser chamado de humano. Por que as pessoas erram, decepcionam! E você? – você aprende com os erros da outra pessoa a desvalorizar outro alguém!
E pode ser exagero meu e, vocês também podem chamar do que bem lhes convém. Mas, eu não poderia deixar de citar isso. Contraditório, novamente, porém, existem momentos que se basta ler, o entendimento nem sempre é tão bom quanto à leitura. Entretanto os dois se completam, confesso. É só que nem sempre escrevo com coerência; na maioria das vezes as coisas saem com o coração...

Jonatan Santana

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sobre a traíção!


Qualquer dor é horrível!
Corte seu dedo com uma lâmina. Leve um choque com o corpo molhado. Prenda a mão na porta do carro ou, para os homens, leve um chute no saco.
Descrevo com toda certeza, que todas as dores acima são indescritivelmente fortes, mas, nenhuma delas se compara com a dor que experimentamos quando somos enganados.
Seja a traição nos negócios, no relacionamento, na vida…A dor da traição de alguém estimado é, sem dúvida alguma, a pior!

Digo isso porque, quando se é descoberto, temos a sensação de que se arrebata alguma parte do seu corpo. Pior, porque nos sentimos inteiramente vulneráveis. Completamente nu diante do público de sua apresentação.
Ser traído é algo tão forte, que nos faz perder o norte. Perdemos todos os referenciais. Tudo perde o sentido. A coisa chega a tão ponto, que, muitas vezes, beiramos a desistência.
E a traição torna-se mais intensa ainda quando, de alguma forma, descobrimos que ela foi premeditada, avaliada, calculada, pesada e então a faca foi cuidadosamente cravada entre suas vertebras a fim de aniquilar de uma só vez, sem, ao menos,  nos deixar gritar.
Fico aqui questionando o porquê o ser humano trai. Porque amigos, amantes e sócios traem? Como alguém pode projetar a traição de outro que lhe quer bem? Alguém que está ao seu lado? Alguém com que se viveu e quem sabe, poderá viver outros incríveis momentos?
Sem sentido? Não existe? Só se vê no teatro?
Que nada! Já fui golpeado de diversas formas e intensidades pelo menos uma dezena de vezes. Na sua maioria, todos foram planejados, avaliados, pesados e até calculados.
Então, vem a dúvida: O que é lícito ao traído nesta situação?
Tirar a vida do traidor? Pagar na mesma moeda? Projetar uma vingança demoníaca? Chorar? Escrever no Blog?
Penso que não se pode fazer nada! O mundo se fundamenta na ação e reação. Então, não desça o nível e nem faça o que não deseja para ti.
O bacana é que os desleais em sua grande maioria se ocultam. Sim, existem aqueles que têm a cara de pau de ficar ainda incitando, pedindo a antecipação da morte. Mas, enfim. Não valeria a pena.
Tenho somente uma certeza, precisamos perdoar e deixar de lado a dor. Aos traidores, devemos somente cobrar o que é de devido e de direito. No caso de divergências, a justiça está ai para dirimir qualquer dúvida.
Mas quando a angústia é tão intensa, tanto que às vezes desejamos que o carrasco nos corte logo a cabeça, para que acabe com a nossa aflição. O cara não tem dó, antes, ele prefere nos deixar agonizantes no chão e então,  ficamos bradando pela nossa morte, mas ele nos da a oportunidade de aprender com mais essa experiência?
Fácil! Pimenta no olho do outro é refresco!
Tudo é fácil, tudo é simples. Precisamos somente acreditar que em Deus tudo teremos e que Ele, um dia, nos dará uma resposta!

Jonatan Santana

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sobre as fases...


Estou na etapa do “encontrar”, não sei se isso que eu estou experimentando vai passar e se pode ser avaliado como uma fase, mas enquanto não sei, enquanto não tenho certeza de muitas coisas, vou apelidá-la assim.
Quando rabisco, decomponho em letras meus devaneios e minha alma. Muitas vezes penso que me escondi em mim mesmo para  resguardar meus sentimentos, e acho que isso hoje me impede de poder me perceber, aceitar o que sinto e até me espanto com atitudes, não raciocinadas, mas sim impulsionadas que fazem parte de meu histórico.
Talvez eu tenha uma visão do “correto”, não uma visão que creio que seja a “certa”, mas tenho um louco sistema de ideias.  Tenho o hábito de fazer o que acho certo, e sendo assim, penso que o que é certo é o que eu quero.  Mas, nem sempre é dessa forma. Nem tudo funciona desse jeito. Também tenho vontade de gritar, de chorar, de fazer birra, de desaparecer, de fazer o que tenho vontade (sim, de fazer isso mesmo!), mas, sempre tem algo mais intenso me prendendo. Não é temor, é uma parte de mim mesmo que ainda não conheço, como se fosse um grupo de bloqueios interior, que eu mesmo criei, não sei como, e é isso que me impede dezenas de vezes, de fazer o que realmente tenho vontade. Não sei explicar, não se pode arquitetar, isso é algo meu. Somente meu!
Só gostaria entender o porquê de tudo isso, os porquês todos se escondem (ou se afastam), o porquê somos assim e como chegamos a esse ponto. Só isso!


Jonatan Santana

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma amiga, um anjo...


Quando penso na palavra AMIGO, automaticamente, em minha mente vem a imagem de um ser transluzente, especial. Divino. E, consequentemente, seu rosto é associado a isso.
Deve ser pela especialidade que, em todo o tempo, você demonstra a todos e em tudo que faz. E em si mesma.
Não quero dizer que simplesmente TE AMO, porque, isso ainda é muito pequeno se comparado àquilo que habita o meu interior. Então, posso dizer que, o que eu sinto por você, se resume há todos os sentimentos positivos que alguém pode carregar no coração. E acredite isso ainda é muito pouco perto daquilo que você realmente merece.
E, fazendo uma analogia entre você e os anjos, posso dizer que:
Um anjo pode me tomar pelas mãos e me levar a Deus. Já você,  foi enviada pelo próprio Deus, afim de me mostrar que Ele existe e cuida de mim.
Os anjos tem a obrigação de cuidar de mim. E você optou por isso, simplesmente por amor. 
Talvez um anjo me veja sorrir, de longe, e de lá observa, com carinho toda a minha alegria. Mas você, ah, você é parte desse sorriso, e está totalmente inserida a essas alegrias.
O tal anjo, por ser divino, sabe exatamente quando preciso de ajuda. E você? Ah, você vem e me ajuda sem nem saber, ao certo, se necessito. 
O divino me ajuda, impedindo problemas. Você me mostra soluções para estes.
O “querubim”  observa meus problemas e sofre por não poder me abraçar. Você me abraça, porque é a própria significância da palavra afeto.
Os anjos, são na realidade, parte de meus sonhos de infância. E você é a realidade de cada um deles.
Os anjos cuidam de minhas aspirações. E você sonha comigo.
Os anjos vibram com meu sucesso. Mas você é superior a eles, pois faz parte deste sucesso. 
Os anjos são responsáveis pelas minhas petições e você, está junto a mim nessas preces.
Os anjos, desde sempre, me ajudam a sobreviver. E você, me mostra o significado da vida a cada novo encontro.
Os anjos são celestiais. Mas você, ah... Você é soberana!
Andreza Carneiro, minha vida não seria a mesma se eu não tivesse a alegria de contemplar o teu sorriso.
Feliz aniversário, minha amiga! 

Jonatan Santana


sábado, 16 de junho de 2012

Algumas lembranças ruins nos trazem grandes lições


Hoje acordei pensando em um dos fatos mais marcantes de minha vida. Há oito anos, eu e meus pais sofremos um acidente de carro quando voltávamos de uma viagem. Enfim, resolvi relembrar e escrever sobre isso...
Era uma típica e linda manhã de fim de fevereiro. Eu e minha família nos preparávamos para voltar de mais uma viagem. Todos os cuidados foram tomados. Revisão feita. E então, pegamos estrada. Ia tranquilamente, contemplando a linda paisagem da famosa Linha Verde baiana. A cada novo trecho, uma beleza diferente, o litoral norte, como sempre, deslumbrante. Aquele mar de cor azul, encantado, me fazia lembrar as muitas idas aquela parte litorânea.
 Seguindo viagem, aquela linda reta, de um lado praia, do outro, vegetação, e alguns trechos de dunas. Tudo parecia perfeito, até que, entre Guarajuba e Praia do Forte, o pneu traseiro, da direirta, estourou. Pronto, vou morrer! Foi exatamente o que pensei. Na velocidade que íamos, a morte era certa. Meu pai tentou controlar o veículo por uns 300 metros, mais ou menos. Mas, ao fim, não tinha jeito. Foram 5 capotadas. Lentas, dolorosas, traumatizantes. A cada nova virada, um filme diferente passava em minha mente. Em minha memória, toda a infância e adolescência me foram lembradas. Era fácil recordar de como fui uma criança feliz, de como eu me divertia com meus amigos e primos, antes morando na Bahia e agora os feitos em Sergipe. A cada nova lembrança, um desespero, uma angústia. Minha vida estava acabando ali? Daquela forma?
O trauma tomou conta do meu ser. Paralisado, estagnado, sem ter mais o que pensar ou imaginar, vi o carro terminar as capotadas e ir deslizando até uma ribanceira, a esquerda da rodovia. Foi então que o desespero aumentou em proporção colossal. Já não bastava as capotadas, tinhamos que cair ali? No nada? Pois bem, foi o que aconteceu!
Depois de 5 segundos, que me pareceram 30 horas, estávamos virados, praticamente no meio do mato, vendo a morte chegar numa lentidão extremamente desesperadora. Olhei para o lado, vi minha mãe com os óculos de sol cravado no rosto, devido ao impacto. Meu pai estava lúcido, sem ferimentos, já o nosso amigo, que viera de carona, não. Sua cabeça cortada em vários lugares e sangrando, me deixou mais agoniado ainda. Eu? Eu estava com o corpo dolorido. Minha cabeça e pescoço doíam muito. Isso tudo devido a minha altura. Lembro-me que nas primeiras capotadas eu sentia a cabeça bater ao chão e isso causou uma certa lesão no pescoço. Mas naquela hora, não era exatamente isso que eu deveria pensar. Como sair dali?
Enquanto eu pensava nisso tudo, uma pick up,  com 3 homens parou e começaram a sinalizar aos outros veículos sobre o acidente. Pouco tempo depois, outros carros foram parando, e vendo que todos estavam vivos, iniciaram a tentativa de resgate. Primeiro, meu pai saiu, ileso. Logo após meu pai, nosso amigo, com aqueles cortes horrendos na cabeça, foi resgatado. Por último, eu e minha mãe. Ela tava bem, apesar do óculos na face, tudo parecia bem. Já eu? Tava travado, calado, com o olhar fixo no nada. Foi justamente por isso, que ouvia-se todos comentarem: O rapaz morreu!
Não!
Eu não estava morto! Eu simplesmente estava sem acreditar no que havia acontecido. E isso é um tanto traumático na vida de um jovem de 17 anos. Aliás, é traumático em qualquer fase da vida. Mesmo sem falar nada,  sem piscar os olhos, conseguia ver tudo o que estava acontecendo ao meu redor. Só não tinha forças para falar, nem esboçar  reação alguma. Afinal, uma experiência de quase morte não acontece (e nem deve acontecer)  todos os dias. Passados cinco (ou dez) minutos, eu comecei a sentir a vida novamente. Meus olhos voltaram a piscar. Minha respiração foi tomando força. E aquela trava na voz foi saindo aos poucos. E lentamente olhando todos ao meu redor, respirei bem fundo,  virei e falei: Estou bem, pessoal. 
Com isso tudo eu tenho uma grande certeza: Deus é bom!

Jonatan Santana

quinta-feira, 14 de junho de 2012

...

Certa noite, falei comigo mesmo sobre a vida, sobre o tempo que vivi e aproveitei ao lado dela. Sobre os dias que ela, a vida, passou comigo. Sim, eu sei que cresci. Há alguns anos não sou mais aquela criança. Aquele menino indefeso, preocupado. Assustado. Mas algumas coisas não mudaram, nem vão mudar nunca, certas coisas permanecem. E mesmo que eu não soubesse o que ia acontecer em minha caminhada, depois de dezenas de problemas, traumas, fatos marcantes etc. acabei vendo pra onde minha grande amiga me dirigiu e, enfim, percebi que não podia deixar meu eu fugir de mim
 Eu queria ter ficado ali, naquela noite, em meio àquele turbilhão de pensamentos e lembranças, mais do que qualquer coisa, eu desejei ficar ali. Parado, vendo o tempo passar. Mas, infelizmente não pude.
Quando era adolescente, pensava no quão difícil seria vencer a tragédia da primeira espinha. Nessa época, pensava nelas e, automaticamente, lembrava de suas quatro faces: raiva, negação, culpa e depressão.
Mas, o que são as espinhas perto dos grandes desafios pessoais, profissionais e familiares que, eternamente temos que enfrentar? Sabe, tenho uma saudade danada delas. De só ter essa grande preocupação.
Crescer dói! Maltrata. Mastiga-nos aos poucos, em um processo de degustação altamente doloroso e impiedoso. Crescer nunca é fácil, você se apega a coisas que já não existem mais. Você se pergunta o que ainda está por vir? Por que isso ou aquilo? Há também, momentos em que se nota que está na hora de deixar para trás tudo que já era e olhar para frente. Pra algum alvo imaginário ou inexistente.  Outros dias, novos dias, dias por vir. Dias melhores que teimam em não chegar.
Crescer acontece num simples palpitar de coração. Um dia a gente está de fraldas, no outro já  estamos trocando as fraldas de alguém. Mas as memórias da infância ficam por um longo tempo. Eu me lembro de um lugar... uma cidade... uma casa como muitas outras casas... Um jardim como muitos outros jardins... Um cachorro como muitos outros cachorros... uma rua como muitas outras ruas. O lance é o seguinte, depois de todos esses anos, eu continuo olhando para trás. Maravilhado! Como eu fui feliz, mesmo com todos os problemas. Aliás, esses problemas me fizeram ser quem eu sou hoje. Então, de certa forma, eles me fizeram muito bem. Mais forte. Melhor!
E, quando eu me deparo com alguns questionamentos e acusações, lembro que é muito fácil assumir uma posição a respeito de alguma coisa quando não há risco nenhum. É fácil dar esmola para um pobre se você guarda o resto do dinheiro em seu bolso e fala com orgulho: “Fiz a boa ação do dia”. É fácil tomar posição contra a guerra, desde que ninguém peça que você se sacrifique. É fácil viver sob o marasmo da religiosidade, das máscaras que uma cultura impõe e muito mais. É fácil ser normal. Ser aquilo que todos sonharam que fosse. O difícil é ser você mesmo. Ter autenticidade, respeito e inteligência, para ser quem você é, sem usurpar nem desrespeitar a felicidade de ninguém. Nem muito menos deixar de agradar Aquele que, te ama incondicionalmente e, em nenhum momento te acusa ou te despreza. Enfim, o difícil é ser a verdade em um mundo de hipocrisia e mentiras.
 Um dia em nossas vidas descobrimos que nem todos os caminhos nos levarão de volta pra casa, mas, eu insisto em procurar o caminho e chegar até  Aquele que nunca rejeitará quando eu bater em sua porta. 

Jonatan Santana

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sobre a calúnia


Pessoas que vivem às margens do bem, do amor e do bom senso usam uma das práticas mais antigas e constantes na história da humanidade para tentar ferir aos outros: a calúnia e difamação.
Essas irmãs gêmeas, são da mesma família da inveja, do ódio, do egoísmo e do orgulho. São as armas preferidas, usadas por humanos infames, para agredir pessoas de bem; afinal, não se pode difamar uma má pessoa, isso não seria calúnia, mas sim, constatação.
Na total incapacidade de ferir as pessoas corretas através da verdade, uma vez que sua conduta não permite, esses seres insanos utilizam-se da mentira sob a forma de calúnia e difamação. Criam, arquitetam, acrescentam, distorcem e fazem tudo o que seja necessário para tentar sujar a imagem de seus desafetos. Gratuitamente. Muitas vezes, por não ser nivelado (intelectualmente) a nós.
A calúnia é a arma poderosa que esses doentes da alma utilizam e espalham de maneira covarde para denegrir a reputação do seu próximo, a quem não consegue igualar-se, optando pelo seu rebaixamento, quando seria muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.
Enfim, nada se pode fazer para mudar o caráter indigno dessas pessoas.
O tempo é o maior aliado da verdade. Nenhuma mentira, calúnia ou difamação resistem à ação do tempo!
Pois, na vida encontramos dois grupos de pessoas: as interessantes, que fazem as coisas acontecerem; e as desinteressantes que tentam impedir o sucesso do primeiro grupo.

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente.” 1 Pedro 3:10 

Jonatan Santana

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reflexo



Você olha para o espelho:
O que vê? 
Quantas vezes, já se sentiu desiludido consigo mesmo? 
Quantas vezes já almejou ser qualquer pessoa, menos você? 
Quantas vezes já arriscou modificar algo, pois a pressão para fazer isso era muito intensa? 
Não importa se muitas ou poucas vezes, o fato é que, em pelo menos uma vez na vida todos nós já passamos por isso.

Para determinadas pessoas, foi apenas um momento, que passou. E isso é algo que causa aflição há muito tempo.

Ah, o mundo! Suas "leis", seus “acordos”, suas indagações. Suas mentiras!

 “Emagreça e será feliz! Deixe seu cabelo liso e todos vão admirar você! Tenha esse vestido, mais esse salto, que você será aceito! Adquira, troque, compre! Possua, inclua mais itens a sua coleção, tenha mais!  Seja isso seja aquilo!!"

E se ingressarmos nessa vibe frenética de ingestão e auto rejeição, nos estragamos e nos sentimos tristes e fracassados.
O Senhor criou cada um de uma forma única e especial. Já ouviu isso antes, não?
- Ah, mas bem que Deus poderia ter me dado um corpo tal, um cabelo diferente, ou então, mais dinheiro, não é?

Suponho que essa não seja uma maneira muito conveniente de pensar. Além de permanecermos em constante descontentamento com a vida, estamos dizendo para o Pai que Ele não é tão sabedor de tudo como dizem. 
Se cremos que para sermos felizes necessitamos ter tal coisa ou ser de outro jeito, temos que reconsiderar a nossa vida, as nossas motivações e a nossa essência.
Cuidar de si mesmo é bom. É bacana! E não há mal algum em mudar a aparência de vez em quando. Mas, se influenciar pela zunzunzum da mídia e da sociedade, que nos atribui padrões que, logo depois já estarão mudando, é loucura.
Nós fomos instituídos à imagem e "face" do Senhor! Ele nos adquiriu com grande preço!
Vamos tentar nos ver da maneira que Deus nos vê? Procurar nos “empanturrar” d’Ele, em tão alto grau que a formosura d’Ele possa transluzir através de nossos olhos.

Salmo 139
SENHOR, tu me sondas, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.


Jonatan Santana