segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sobre a calúnia


Pessoas que vivem às margens do bem, do amor e do bom senso usam uma das práticas mais antigas e constantes na história da humanidade para tentar ferir aos outros: a calúnia e difamação.
Essas irmãs gêmeas, são da mesma família da inveja, do ódio, do egoísmo e do orgulho. São as armas preferidas, usadas por humanos infames, para agredir pessoas de bem; afinal, não se pode difamar uma má pessoa, isso não seria calúnia, mas sim, constatação.
Na total incapacidade de ferir as pessoas corretas através da verdade, uma vez que sua conduta não permite, esses seres insanos utilizam-se da mentira sob a forma de calúnia e difamação. Criam, arquitetam, acrescentam, distorcem e fazem tudo o que seja necessário para tentar sujar a imagem de seus desafetos. Gratuitamente. Muitas vezes, por não ser nivelado (intelectualmente) a nós.
A calúnia é a arma poderosa que esses doentes da alma utilizam e espalham de maneira covarde para denegrir a reputação do seu próximo, a quem não consegue igualar-se, optando pelo seu rebaixamento, quando seria muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.
Enfim, nada se pode fazer para mudar o caráter indigno dessas pessoas.
O tempo é o maior aliado da verdade. Nenhuma mentira, calúnia ou difamação resistem à ação do tempo!
Pois, na vida encontramos dois grupos de pessoas: as interessantes, que fazem as coisas acontecerem; e as desinteressantes que tentam impedir o sucesso do primeiro grupo.

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente.” 1 Pedro 3:10 

Jonatan Santana

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reflexo



Você olha para o espelho:
O que vê? 
Quantas vezes, já se sentiu desiludido consigo mesmo? 
Quantas vezes já almejou ser qualquer pessoa, menos você? 
Quantas vezes já arriscou modificar algo, pois a pressão para fazer isso era muito intensa? 
Não importa se muitas ou poucas vezes, o fato é que, em pelo menos uma vez na vida todos nós já passamos por isso.

Para determinadas pessoas, foi apenas um momento, que passou. E isso é algo que causa aflição há muito tempo.

Ah, o mundo! Suas "leis", seus “acordos”, suas indagações. Suas mentiras!

 “Emagreça e será feliz! Deixe seu cabelo liso e todos vão admirar você! Tenha esse vestido, mais esse salto, que você será aceito! Adquira, troque, compre! Possua, inclua mais itens a sua coleção, tenha mais!  Seja isso seja aquilo!!"

E se ingressarmos nessa vibe frenética de ingestão e auto rejeição, nos estragamos e nos sentimos tristes e fracassados.
O Senhor criou cada um de uma forma única e especial. Já ouviu isso antes, não?
- Ah, mas bem que Deus poderia ter me dado um corpo tal, um cabelo diferente, ou então, mais dinheiro, não é?

Suponho que essa não seja uma maneira muito conveniente de pensar. Além de permanecermos em constante descontentamento com a vida, estamos dizendo para o Pai que Ele não é tão sabedor de tudo como dizem. 
Se cremos que para sermos felizes necessitamos ter tal coisa ou ser de outro jeito, temos que reconsiderar a nossa vida, as nossas motivações e a nossa essência.
Cuidar de si mesmo é bom. É bacana! E não há mal algum em mudar a aparência de vez em quando. Mas, se influenciar pela zunzunzum da mídia e da sociedade, que nos atribui padrões que, logo depois já estarão mudando, é loucura.
Nós fomos instituídos à imagem e "face" do Senhor! Ele nos adquiriu com grande preço!
Vamos tentar nos ver da maneira que Deus nos vê? Procurar nos “empanturrar” d’Ele, em tão alto grau que a formosura d’Ele possa transluzir através de nossos olhos.

Salmo 139
SENHOR, tu me sondas, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.


Jonatan Santana

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ganhei um novo amigo!


Lindo, diferente. Especial. O nome dele? Jorge Luís.
O que ele tem de especial? É especial. Simplesmente pelo fato de ser quem ele é. Forte, autêntico. Independente. O tipo de pessoa que não se limita à deficiência, mas, que faz dela, uma razão a mais para viver. Para sorrir e para alegrar aqueles que vierem a seu encontro.
Tudo aconteceu de um jeito diferente. Entrei no ônibus, rumo ao trabalho, e lá estava ele. Pulando, dançando e brincando com todos os passageiros. Era o equilibrista das ruas de Aracaju.
Aí, parei e tentei puxar um papo (aquela velha curiosidade comunal). Perguntei o nome, idade, etc. E assim, ele foi me dando um relato lindo e surpreendente de quem ele é e, o porquê daquela alegria toda. O garoto tem 15 anos, é portador da síndrome de Down, frequenta a Igreja Internacional da Graça de Deus e é feliz. É especialmente feliz. E isso é perceptível a todos os que o observavam.
Estava lá, livre dos olhares críticos e sendo quem ele é na essência. Um garoto indescritivelmente feliz. Em um dos momentos da nossa conversa, ele inventou uma nova dancinha e me pediu para acompanhá-lo. Sinceramente, eu e a dança não somos bons amigos. Fiquei desconsertado e falei que aquilo era diferente e eu não sabia fazer. E assim, ele me surpreendeu mais uma vez. Virou e disse: “É diferente, mas é legal! Papai do céu gosta do que é diferente, porque Ele é diferente”.  E, quando eu fui convencido a imitá-lo, a mãe deu sinal e ele teve que ir embora. Sorrindo. Feliz.
Foi então que tudo o que conversamos  veio à tona. E eu chorei. Mais uma vez.
É surpreendente como a vida nos ensina em tudo. Em cada detalhe. No simples sorriso de um adolescente que não se limita as suas limitações e nos ensina a prosseguir. A ser quem realmente somos sem a preocupação dos olhares e apontamentos. Por que Ele ama as diferenças e é nelas que opera milagres.
Ganhei um amigo e agora sou muito mais feliz que ontem. 

Jonatan Santana