Pude
experimentar uma alegria constante, inventando aos poucos, um novo e incógnito
sentimento, acordando com força a ponto de me trazer o riso. Dor de alongados
dias de agonia soberana. Dor de dias que foram dissipados em delicados
confrontos. Dor esquisita e diferente. Dor total .
Então,
tornei-me incapaz de realizar algumas tarefas. Pois, a tal dor, decidia qual escolha a fazer ou caminho a
seguir. Os desvios, propriamente prevalecem no temor, fazem parte do medo, pertencem
a realidade. Não podia ver além das linhas do horizonte... Sendo a linha
divisória da existência, a via como a limitação de minhas certezas. Limite de
meu conhecimento. Passei observar em distração a chuva, suas linhas, seu peso.
Sua
abundancia se alastra como o temor natural, além da própria concepção de uma
simples e pura vivência. Lágrimas que reconstroem, gotas que sobejam!
Ate
que, entendi o coração, quando soube ouvir sua voz. Agonizante era a peregrinação
de meu viver. Sua vontade se fez verdade em mim como versão de vida. E, continua
presente nas afinidades genéricas ou simples na supremacia da atualidade.
Apliquei-me
em buscas, na verdade. Na vida. Abri-me ao amor. Me entreguei a espera da
esperança. Esperança convertida nos conhecimentos e definições, das reais
confusões, tão habituais em acordo mútuo com o ingênuo e altivo amor integrado
a dor. Representações espontâneas e sucessivas, que parecem ser objetivos
próximos no tempo real, atribuídos aos recursos e suas alternativas.
E
assim, espontaneamente, morreu a dor. Renasceram outras definições, hoje
conhecidas em mim, por mim, unindo diretamente um a um em minha caminhada. Foi
uma estranha união que estabeleceu a sintonia entre vida, amanhã e amor. Mas
que foi o suficiente para abolir toda e qualquer definição de dor!
Jonatan Santana
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