sábado, 7 de julho de 2012

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E foi-se o dia, mais um, sem constatação, sem chuva. Sem vida! Outro dia em que minha mente se enche de melancolia e minha ira torna-se apenas lapso do ego. Já não tenho preceito sobre os fardos que carrego nas costas, sem amparo de nenhum fulano. Faço com que as desavenças sejam a menor dor de cabeça e preocupo-me mais comigo. Sim, aos poucos, aprendi a ser egoísta. Não é uma fuga tosca, é uma oportunidade que me dou sem ter que viver em prol das dores que me apresentam. Por que a fadiga me alcançou novamente, mas hoje, nem me importo tanto com ela. É quase que parte de mim. Existe tanto desapego humano que me rodeia com más intenções, só que estou tão apegado ao meu riso interior que mal percebo quando “ingenuamente” um ser infame se aproxima na medíocre tentativa de me ferir. – será que não entendem que também sou capaz de dá o troco? De fazer chorar? De magoar, de machucar? Ah, meus temerosos problemas habituais, tentando sucumbir meu singelo (e talvez, arrogante) sorriso, será que ainda não notaram que eu transpareço força? Sabe, em todas as minhas manhãs, tardes e noites, aprendi a não ter medo de nenhum abismo, por que sozinho fui ensinado a mergulhar no pior precipício do mundo! Na pior escuridão já vista, a tal solidão.
Aprendi que confiar nas pessoas é bom, mas, muito melhor é bater um papo apenas consigo mesmo sobre os próprios segredos. Aprendi que se você ama alguém, este alguém te prova da maneira mais desonesta o motivo dele ser chamado de humano. Por que as pessoas erram, decepcionam! E você? – você aprende com os erros da outra pessoa a desvalorizar outro alguém!
E pode ser exagero meu e, vocês também podem chamar do que bem lhes convém. Mas, eu não poderia deixar de citar isso. Contraditório, novamente, porém, existem momentos que se basta ler, o entendimento nem sempre é tão bom quanto à leitura. Entretanto os dois se completam, confesso. É só que nem sempre escrevo com coerência; na maioria das vezes as coisas saem com o coração...

Jonatan Santana

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