quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que é certo, afinal?


                                                                                    
O que ou quem determina o que é certo? 

Dizia Piaget que somos resultado da nossa própria vivência. Então de que adianta conselhos e horóscopos?
De repente a gente se depara com tudo que sempre achamos certo, mas dessa vez, com outros olhos. Quem disse que era certo? É errado então? Por quê? É fácil discordar dos outros, difícil é discordar de si mesmo. De certo pensamos nas reações dos outros, sen...do pessoas importantes, ou não. E o que vão dizer? Pensar?
Mas e eu? –EU (primeira pessoa do singular), que quase sempre confundimos com a segunda. Natural. Difícil é saber diferenciar. Conseguir separar e entender que cada um é cada um, e tem sua própria vida e vontade própria.
Há momentos na vida que encontramos pessoas e temos vivências. Ganhamos experiência e aprendizado. Convenhamos: nada nem ninguém é pra sempre. E que bom que é assim, por que sendo assim não há como não querer. Sempre um gostinho de 'Quero mais.'. E eu quero mais. Mais abraços, mais beijos, olhares. E decifrar o que chamamos de 'química'. Não a chata, que se ensina na escola. A que se sente, vive. Arde na pele, aperta o peito. Dói, mas alivia outras dores.
Viva, viva sua idade, viva sua vida, saiba a hora de olhar pra frente e a hora da nostalgia. Justamente por nada ser pra sempre é que se deve viver cada segundo, fazer dele especial, guardar só pra si, ou explodir, gritar pro mundo. Tanto faz. Só viva. Agora acredito que tudo muda, e muda de novo. Planeje, mas lembre-se que o amanhã é o amanhã, e que devemos contar com os imprevistos e tudo que ele trás consigo.
A caixinha de surpresas é sim importante, se ignorarmos ela vai encher com tamanha proporção que vai explodir. Logo, a culpa não será de Deus, e sim de quem viveu com a cabeça tão lá na frente, esquecendo de agora, esquecendo da Vida, e que ela pode acabar a qualquer momento.



John Santanna

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