
Estava pensando em quão importante é a dança para a vida de algumas pessoas. Em especial, para a minha irmã, Natiane Santana.
Então, peguei meu caderninho e comecei a escrever. Pensando nela. Transcrevendo o que sempre vi na minha irmã. A mistura da dança, da alegria. Do viver.
A dança e a alegria são as mais agradáveis combinações
para uma vida saudável. Quando dançamos, o nosso pensamento para. E ao dançar
sem parar, “piruetando”, girando, nos tornando semelhantes a um redemoinho, conseguimos
transpor os limites e, assim, as divisões desaparecem.
Ninguém tem ciência de onde o corpo termina e onde a
existência começa. Por isso, ao dançar, automaticamente, somos diluídos à nossa essência
e essa existência se é dissipada em nós mesmos.
Quando estamos realmente dançando, permitimos ali, que ela nos guie, nos possua, para
enfim, nosso raciocínio chegar a uma paralisação central. Ao êxtase fundamental.
A nossa dança!
O mesmo acontece com a alegria. Ao sermos possesso pelo sorriso, a sensatez deixa
de ser, para nós, o primordial. E, se reconhecermos alguns momentos dessa não lucidez, esses
tais vislumbres nos garantirão muito mais recompensas que no estágio inicial.
O riso pode ser uma majestosa introdução a um estado de delírio pessoal. Assim,
como a dança.
No momento em que o homem se esquecer de rir, de brincar, de dançar, ele deixa
de ser um individuo social; enfim, terá desabado para uma casta sub-humana.
A diversão da dança nos faz mais leves, mais aéreos,
porém, é o riso que nos dá asas.
Ao dançar com alegria, é possível atingir as estrelas mais distantes do céu, descobrindo,
portanto, o próprio segredo da vida.
Natiane Santana, traduzida em um pensamento meu:
"Danço porque, nesse momento, eu vivo. Bailo porque experimento
cada cavidade do meu corpo em arrebatamento. Salto, porque meu olhar se alegra e
a luz que ele produz, faz-se acender um mundo novo dentro de mim.
Sendo assim, dance você também!"
Jonatan Santana
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