Já
fui (e ás vezes ainda sou) do tipo grosso. Áspero. Duro. E para completar, em
algumas ocasiões, arrogante. Mas, aos poucos, estou aprendendo que cortesia não
tem a ver com ser melhor, mais ou menos forte, ser firme ou flexível. Tem a ver
com educação. Com fineza.
Ser delicado é aprender a olhar para si antes de mirar o outro. É respirar fundo antes de contestar uma crítica e contar até mil ao pensar em apontar. Aliás, é principalmente saber ouvir. É aperfeiçoar os ouvidos, o olhar e principalmente a língua (ou no mundo virtual, os dedos). Ser delicado é também, se pôr no lugar do outro, ao invés de insistir para que ele se coloque no seu. Não quer dizer que tenha que concordar sempre, mas é saber até mesmo como discordar. É compreender (e, tentar exercer) a importância do respeito.
Não tem a ver com altura ou com caráter. Delicadeza está no olhar atento, no ouvido aberto, no sorriso disponível, na maneira sensível. Está naquele “Tchan” especial que seduz a atenção de alguém e que, às vezes, sem saber ao certo o motivo. É o algo a mais que faz uma diferença surpreendente em tudo que fazemos. Delicadeza é o que todo mundo espera, mas que muitas vezes, não sabemos como demonstrar.
Parafraseando Marylin Monroe, “os belos que me desculpem, mas delicadeza sim é fundamental”. E eu ainda estou vivendo e tentando aprender essa linda virtude.
Jonatan Santana
Ps. Foto feita por minhas
amigas Larissa Baracho e Catarina Soares e roubada com orgulho! rs

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